Lei determina a pena de reclusão a quem tenha cometido atos de discriminação ou preconceito racial. Apesar da mudança na lei, os negros ainda enfrentam situação de discriminação no Brasil
Estabelecer espaços formativos, como também visualizar mecanismos para o exercício do controle social relativo as políticas públicas para promoção da igualdade racial.
Iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, representação do movimento negro em Alagoas, o IV Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, o Agosto Negro, o (Black Agost) se constitui em ação de formação continuada, com o objetivo de não só de estabelecer espaços formativos, como também visualizar mecanismos para o exercício do controle social relativo as políticas públicas para promoção da igualdade racial.
Em sua quarta edição, o Conversas Negras acontece em Belém do Pará, tendo como articuladora local, a professora e Helena Rocha, coordenadora do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros do IFPA- Campus Belém, como também Ana Paula Palheta Santana; Laura Helena Barros da Silva e Júlia Antônia Maués Corrêa, membros do NEAB/Belém.
Construir Conversas Negras é criar possibilidades de reflexão e o redimensionamento da questão estrutural do racismo, não só nos currículos das escolas alagoanas, mas em todos os espaços formativos na busca de criar um processo de diálogo social que contemple e problematize temas relacionados com a descriminação e desigualdades raciais.
E, sobretudo discutir o racismo como violência de caráter endêmico, implantada em um sistema de relações assimétricas, fruto da continuidade de uma longa tradição de práticas institucionalizadas.
Consta da programação conferência, atrações afro-culturais, registros de experiências, exposições, lançamentos e palestras.
Contando com o apoio do Ministério de Educação, Fundação Cultural Palmares, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Secretaria da Mulher da Cidadania e dos Direitos Humanos, as atividades do IV Ciclo serão realizadas no NEAB, localizado Av. Almirante Barroso,1155, Bairro: Marco- Belém. CEP 66.093-020 Bloco: E: Alto.
O (Black Agost) Agosto Negro
O (Black Agost) Agosto Negro surgiu na década de 70 na Califórnia, nos Estados Unidos, caracterizando-se como um mês de grande significado para a cultura negra por ser uma data de resistência contra à repressão e de esforços individuais e coletivos contra o racismo.
Na época, o movimento foi comandado pelo grupo americano Black/New Afrikan Liberation Moviment e nasceu a partir de ações de homens e mulheres que lutaram contra as injustiças sobre os afro descendentes.
A repercussão positiva do movimento negro norte-americano originou adaptações do Black Agost à realidade local de outros países – como Cuba, Jamaica, África do Sul, França e Rússia – que enfrentam a discriminação e desigualdade racial.
Serviço:
Para inscrever-se basta enviar um e-mail para neabifpa@gmail.com com cópia para raizesdeafricas@gmail.com.
A inscrição terá taxa simbólica de R$25.00 ( vinte cinco reais). Certificação de 25 horas.
Mais informações: Belém do Pará: (91)3201-1764/3201-1765 e em Maceió (82) 8827-3656.
Dois países ocupam uma mesma e imensa porção da América do Sul. Um deles, o Brasil branco, é mais escolarizado, sofre menos com o desemprego, e sua população tem renda. O outro é o Brasil negro, em que apenas 4% dos habitantes concluíram o ensino superior, e a pobreza extrema afeta muito mais pessoas. Apesar de essas duas nações terem, aparentemente, as mesmas condições de cuidar de suas populações, o Brasil negro ainda sofre com as consequências de um fenômeno cruel que deixou essa parcela da sociedade em enorme desvantagem: a escravidão. Os quase 400 anos em que negros eram encarados como simples mercadorias, animais de trabalho sem direitos, cavaram um abismo entre os dois Brasis, que precisam agora encontrar o caminho da reconciliação para que todos, independentemente dos traços físicos ou da cor da pele, possam ser, simplesmente, brasileiros.
Não faltam dados que mostram como os afrodescendentes são colocados na rabeira do espectro social. Segundo dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), em 2003, 8,4% dos negros encontravam-se em condições de extrema pobreza, enquanto, entre os brancos, esse índice era de 3,2%. Embora mulheres e homens negros sejam 44,7% dos brasileiros, eles representam 68% dos 10% mais pobres no país. À medida que se avança em direção aos grupos mais abastados, ocorre um “branqueamento” da população, até que a presença negra seja reduzida a 13% dos 1% mais ricos.
Completo em: Correio Braziliense
Telefone: +55 91 3224-3280 | e-mail: cedenpa@cedenpa.org.br