“Estamos falando de comunidades quilombolas, que têm uma história diferenciada, que têm aspectos culturais próprios e que devem ter essa história, memória e tradições orais garantidas no currículo dessas escolas”
Aprovado pelo Congresso Nacional, após mais de nove anos de tramitação, o texto define os princípios e diretrizes para o fortalecimento e a organização das políticas de juventude
Para a presidenta da UNE, Vic Barros, o Estatuto da Juventude é uma grande conquista. Ela disse que o “estatuto é fruto de lutas travadas nas ruas, nas periferias e nas salas de aula do nosso país”. Ela falou sobre outras reivindicações, como a ampliação dos recursos para a educação e a destinação dos royalties do pré-sal para o setor, em discussão no Congresso Nacional.
Além disso, segundo ela, há necessidade da reforma política e do fim do financiamento privado das campanhas políticas. O presidente do Conselho Nacional da Juventude, Alessandro Belchior, defendeu a reforma política, mais qualidade na educação e a democratização dos meios de comunicação. A secretária nacional de juventude, Severine Macedo, citou os protestos dos últimos meses: “A voz das ruas reivindica mais direitos e novas formas de fazer política. Ao contrário do que muitos diziam, a juventude brasileira não é apática e nunca esteve dormindo”.
O Estatuto da Juventude foi sancionado nesta segunda-feira pela presidenta Dilma Rousseff. Trata-se de uma declaração de direitos da população jovem, que atualmente alcança de 51 milhões de brasileiros, com idade entre 15 e 29 anos. Aprovado pelo Congresso Nacional, após mais de nove anos de tramitação, o texto define os princípios e diretrizes para o fortalecimento e a organização das políticas de juventude, em âmbito federal, estadual e municipal.
Fonte: Revista Forum
O CONSEPE, decidiu manter o que já vinha ocorrendo , ou seja, 50% de vagas para alunos/as egressos da escola pública, sendo que desses, 40% serão reservados à negros e negras. A única modificação foi a aprovação de 2 (duas) vagas para quilombolas, em todos os cursos – a exemplo do que já existe para indígenas (e deficientes).
Telefone: +55 91 3224-3280 | e-mail: cedenpa@cedenpa.org.br