Negros e negras são maioria entre os catadores de materiais recicláveis

População negra sofre com falta de oportunidade

Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que levantou dados do Censo 2010, mostra que 66,1% dos catadores de materiais recicláveis do Brasil se declararam negros ou pardos. Ou seja, duas em cada três pessoas que exercem essa atividade são negros ou negras. De acordo com o Censo Demográfico de 2010, considerando que o total de negras e negros representam 52,0% da população brasileira, pode-se notar que o percentual dessa parcela da população na atividade de catação é superior ao de negros na população brasileira total.

A pesquisa identificou quase 400 mil catadores que se declararam como tais nas entrevistas em domicílios de todo o Brasil. O número, apesar de parcial, pois considera apenas os catadores que se declaram como profissionais, reflete a desigualdade racial presente no país, onde a população branca tem mais oportunidades e os negros ocupam as vagas com menor renda e menos benefícios.

Parte da população de catadores não entra na estatísticas quando não possuem domicílio fixo ou moram de modo irregular ou precariamente. Os negros e negras são maioria também entre a população em situação de rua, segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome.

Dados do IPEA também mostram que os negros e negras são os mais expostos a violência no Brasil, os negros têm oito por cento mais chances de ser vítima de um homicídio comparado a um branco ou branca.

Fonte: MNCR

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