A Doutora em antropologia e professora de história das religiões afro na UEPA é acusada de injúria racial, que é uma forma mais “branda” de punição sobre casos de racismo.
Comunidade no Marajó recebe titulo de Quilombo
Nesta sexta feira, 28, Vanica, como é conhecida a sindicalista e ambientalista Osvãnia Ferreira Correa, fez mais uma de suas viagens semanais ao sítio situado no igarapé Laranjal, na região do Acutipereira. Mas desta vez Vanica foi dar uma notícia que a deixa muito feliz: um documento que reconhece o Tauaçu como mais um quilombo.
Não é pra menos, pois ao lado dos índios, o povo negro vem ganhando, à duras penas, direitos e benefícios nunca alcançados desde a abolição da escravatura, numa forma de compensar os crimes cometidos pelos brancos e ao desenvolvimento trazido pelas força negra. Esperamos voltar lá um dia e ver a prosperidade que essa conquista certamente vai proporcionar.
Já se sabe da existência no estado do Pará de 401 comunidades quilombolas. Desse total, apenas 118 são tituladas e possuem seu território delimitado pelo Instituto de Terras do Pará – ITERPA, responsável pela demarcação das terras. Desde 1998 o Pará conta com uma legislação que regulamenta o processo de titulação dessa categoria de terras. Inovadora, essa legislação garante o direito à auto-identificação das comunidades sem a necessidade de laudo antropológico – algo que o governo federal só veio a reconhecer em 2003.
Fonte: http://educadoresdeportel.blogspot.com.br/2012/10/povos-da-amazonia-vila-tauacu-se-torna.html
Histórias reais reproduzidas em primeira pessoa. Organizado por Jurema Werneck, Nilza Iraci e Simone Cruz. A obra traz o relato de 20 mulheres negras de nove estados brasileiros. As narrativas são de mulheres negras quilombolas, nordestinas, sulistas, entre outras, urbanas ou não. O resultado é um livro emocionante, repleto de histórias de lutas temperadas com energia, garra, amor, sabedoria e afeto.
Telefone: +55 91 3224-3280 | e-mail: cedenpa@cedenpa.org.br