ONU: uma década para o combate ao racismo e reparações

quinta-feira 20 de fevereiro de 2014

As manifestações de racismo, discriminação e violação da dignidade humana dos afrodescendentes tem aflorado de forma reiterada em todo o mundo.

A principal razão do racismo é o desconhecimento da história e da perversidade do sistema escravocrata e de ocupação da África que perdurou desde o século XV. Eis uma iniciativa relevante para a conscientização mundial para o combate ao racismo.

A promoção do reconhecimento histórico - a escravidão africana já foi declarada um crime de lesa-humanidade - e a destruição da idéia de ´raças´ e sua classificação com a hierarquia imposta pelo racismo é o único caminho para a destruição de três séculos da ideolofia nefasta desde o nascimento do racismo.

Precisamos ficar atentos para que tal década não seja da equivocada louvação e adoção de direitos ´raciais´, nem seja a intensificação de outorgas de direitos raciais segregados tal como tem feito o Brasil na última década, mas que seja uma década de estudos, pesquisas e esclarecimentos e de revisão história.Uma década pedagógica.

Ainda hoje é comum ouvir-se argumentos hipócritas, tal como: sou filho de imigrantes e não tivemos escravos, protanto, não temos nada a ver com essa história. Isso é uma hipocrisia, pois a escravidão além de ter sido o sistema econômico que por mais de 300 anos edificou as economias das américas, continuou produzindo efeitos perversos: "os pretos e pardos não são excluidos em razão da ´raça´. Eles continuam sendo excluídos por trazerem a marca da herança escrava" dizia, nos anos 1960, o saudoso professor Florestan Fernandes.

Os africanos e os afrodescendentes na diáspora esperam a promoção da igualdade humana. O reconhecimento e o início da reparação histórica dos crimes cometidos por séculos.

Década Internacional dos Afrodescendentes declarada pela Assembléia Geral da ONU

A Década, intitulada "Pessoas Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento", será celebrada de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2024. Buscará aumentar a conscientização das sociedades no combate ao preconceito, à intolerância e ao racismo.

O Governo brasileiro empenhou-se diretamente no processo de negociações que levou à proclamação da Década.

Fonte: GGN

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